Há bem pouco tempo, quando se falava em Gaspar,
simpática cidade do Vale do Itajaí, na Santa & Bela Catarina,
sabia-se que era uma cidade por onde se passava, indo de Itajaí
para Blumenau e que, como todo Vale do Itajaí era terra de
alemães e italianos. Turismo em Gaspar, só mesmo na época das
festas de outubro, quando Gaspar servia como cidade dormitório,
para quem ia usufruir as festas, principalmente da
Oktoberfest.
Hoje, através da Secretaria da
Indústria, Comércio e Turismo, cujo secretário sabe da importância
do turismo como atividade econômica, Gaspar vem desenvolvendo um
belo trabalho e já pode ser considerada, como um pólo de atração
turística dentro de Santa Catarina. Seu primeiro passo foi fazer um
inventário do produto turístico do município. Depois, partiu para a
conscientização dos seus munícipes da importância do turismo,
principalmente em sua área rural, onde estão localizadas as grandes
atrações do município. E finalmente, vem divulgando suas atrações
com participações em eventos, como o Salão Profissional de Turismo
do Paraná, a BNT-Sul em Balneário Camboriú e outros
mais.
Historicamente, consta que Gaspar era habitada
pelos índios Botocudos, como toda a região, que no início da
colonização foram paulatinamente capturados para serem utilizados
como mão-de-obra escrava, ou simplesmente serem dizimados pelos
bugreiros. Foi no século XVII que chegaram à região os primeiros
brancos. Eram oriundos de São Vicente (São Paulo), e tinham como
objetivo, capturar índios, extrair ouro e madeira. No século XVIII
chegaram os descendentes de açorianos (a maioria vinda do litoral)
e imigrantes de outras etnias como a flamenga, belga e espanhola.
Foi a partir de 1835, que imigrantes de origem germânica chegaram e
influenciaram a cultura gasparense, como deram um forte impulso
econômico. Já em 1875, chegaram os primeiros imigrantes de origem
italiana, que também deram sua contribuição a Gaspar. Não podemos
descartar a presença do negro, que com sua mão-de-obra,
lamentavelmente escrava, ajudou no desenvolvimento de Gaspar. O
município foi instalado em 18 de março de 1934, e seu primeiro
prefeito foi Leopoldo Schramm.
Foi desta mescla que se formou sua cultura,
folclore, arquitetura, gastronomia, religiosidade e outros
costumes.
AS
ATRAÇÕES
A atividade turística de Gaspar está mais ligada
ao interior do município, embora seus eventos, festas, folclore e
costumes também sejam atrativos. Para quem gosta de comprar,
principalmente artesanato (vime e cipó), malhas e confecções, a
cidade oportuniza bons negócios. As atrações podem ser escolhidas
de acordo com o desejo de cada um. Quem gosta de curtir a natureza
e gozar de conforto, nada melhor que escolher um de seus
equipamentos de hospedagem. Estão localizados junto à natureza, e
com um perfeito equilíbrio ecológico, sem agredir o meio
ambiente, oferecendo belas paisagens e com serviço de alta
qualidade.
Cascata Carolina – O
Parque Aquático Cascata Carolina, está localizado em Belchior
Alto, junto a exuberante natureza em uma área de 40 mil
metros quadrados. Suas piscinas, adulto e infantil, como seus
tobogãs, recebem águas cristalinas de fontes naturais da
propriedade. A água é de tal qualidade, que depois de analisada,
foi autorizado seu engarrafamento para ser vendida ao público. Este
fato, em breve, passará o parque a condição de Parque Aquático
Hidromineral. Equipamentos para diversão e lazer, como cascatas,
chafarizes, e trilhas ecológicas, estão ao dispor de seus
freqüentadores. Possui estrutura de restaurante, loja de
conveniências, playground, estacionamento, enfim, tudo para
proporcionar aos turistas momentos de descontração junto à
natureza. Quando o turista chega, é orientado de como proceder com
relação à segurança, ponto alto do empreendimento.
Mata Nativa Parque – O
parque está localizado em plena Mata Atlântica, na formação de um
vale, dois milhões de metros quadrados, onde a preservação é ponto
de honra. A exuberância da flora e fauna impressiona, tem uma
cachoeira com 26 metros de queda, cujo som de longe se ouve. No
local encontra-se a Base da primeira usina hidrelétrica da região,
que forneceu energia para Blumenau de 1908 a 1916. As águas das
piscinas, que perfazem 2 mil metros quadrados, são filtradas e
cloradas, o que dá segurança de sua pureza aos freqüentadores.O
tobogã proporciona 128 metros, de pura adrenalina, com seus 21
metros de altura. Sua estrutura é composta de um restaurante com
capacidade para 400 pessoas, confortavelmente sentadas e um amplo
estacionamento. Trilhas ecológicas, churrasqueiras, área para
festas, e um ribeirão, completam o complexo para o lazer e
admiração da natureza.
O Saltinho Gasparinho, possui
uma queda espetacular, é ótimo para a prática de rapel.
Truticultura
Bertoldi – Localizada no lugar denominado Alto
Gasparinho, fica encravada entre montanhas totalmente cobertas por
Mata Atlântica. O local, alto, é perfeitamente adequado para a
truticultura, atividade que requer águas frias, cristalinas e com
farta oxigenação. São 1.400 metros quadrados de área verde com
tanques de cultivo de trutas. Com o cuidado que as leis ambientais
passaram a exigir, esta foi a alternativa que a família Bertoldi
adotou para sua sobrevivência. Antes se dedicava a extração da
madeira e tinham uma serraria. A família vem desenvolvendo a
atividade desde 1996 e importou da Itália a técnica para o cultivo
de trutas. No local há o Restaurante Dei Monte, onde os pescadores
de truta podem saborear a Truta na Pedra, a Truta com Amêndoas, a
Truta Defumada e o Patê de Truta. De terça a sexta-feira serve a lá
carte e aos sábados e domingos pelo sistema de bufê. Pode também o
pescador fazer seu próprio peixe, da forma que melhor lhe
convier.
Outras atrações do gênero se podem encontrar em
Gaspar, notadamente na área de lazer que se relacione com a
natureza, a água e a contemplação da Mata Atlântica. Podemos citar
ainda: o Parque Cascata Cascanéia, Cascata Berlim, Recanto Arraial,
Recanto Belchior, Recanto Verde, ou mesmo um pesque e paque como o
Pesque e Pague, Parque e Lazer Schmitt. O auge de freqüência se dá
durante o verão, mas, nos finais de semana, notadamente os
prolongados, milhares de turistas desfrutam das atrações. A grande
maioria na chamada Rota das Águas.
Na verdade Gaspar oferece oportunidades
inúmeras, uma delas é o Rio Itajaí Açu, que na
época da colonização foi o elo de ligação com o litoral. Tem
um passado glorioso e de muitas histórias. Hoje é utilizado para
competições náuticas. Possui uma rampa para a prática de
moto-náutica e abriga a melhor raia natural do sul do Brasil para a
prática do remo. O Morro Pelado, também conhecido
como o Morro da Cruz, possui uma excelente rampa, o que o torna
excelente para a prática de esportes como o parapente e asa delta.
Nele se realizam etapas do Campeonato Catarinense e Paranaense de
Vôo Livre. O Relógio de Sol, que se encontra no
trevo da Rodovia Ivo Silveira, é uma obra de arte do Doutor em
matemática Félix Peyallo Carbajal. Marca com perfeição horas e
minutos a partir da meridiana em Gaspar. Para os aficionados da
aviação há uma pista de pouso, a Pista de Pouso Águias
Velhas, localizado no lugar chamado Águas Negras, no
caminho para Blumenau. Possui pista asfaltada, para pouso e
decolagem de pequenas aeronaves e ultraleve. Há possibilidade de
vôos panorâmicos. Uma atração bastante peculiar é os
Arrozais, que contrastam o céu azul, as centenas
de garças sobrevoando a plantação e o verde. Entre os meses de
outubro e fevereiro, e em março, época da colheita, Gaspar ganha um
cenário indescritível.
A cidade é bastante simpática e caminhar para
conhecer suas atrações é uma boa pedida. A Igreja Matriz
São Pedro Apóstolo é o maior monumento da cidade. Seu
estilo está entre o gótico e o romano, mas, com linhas bastante
harmônicas. Possui uma escadaria de 115 degraus e tem para
movimentar seus oito relógios uma única máquina, sendo a única na
América Latina. Seus vitrais são verdadeiras peças de arte e no seu
exterior, possui uma gruta com as passagens da Via Sacra. Do alto,
onde se encontra a igreja, se tem uma bela vista panorâmica do rio
Itajaí Açu e de toda a cidade. Na Praça Getúlio
Vargas está localizada a Prefeitura Municipal, e nela
existe um Coreto além de uma centenária Figueira, árvore típica da
região. O comércio local é bastante atrativo, principalmente pelos
artigos de cama, mesa, banho e confecções. Suas confeitarias
oferecem doces e salgadinhos deliciosos.
O
AGROTURISMO
Um perfeito programa executado pela
Secretaria Municipal de Agricultura, criou a possibilidade de o
turista conhecer a região rural de Gaspar. Nela poderá o turista
encontrar pequenos produtores, de doces, geleias, melado, açúcar
mascavo, queijo, cachaça artesanal, lingüiça, bacon e costelinha de
porco defumada. Tudo produzido e comercializado sob a forma
cooperativista (Associados Cooper-Gaspar), inclusive com
certificado de inspeção da vigilância sanitária. São muitas as
opções para adquirir os produtos coloniais. Em Belchior
Alto pode-se encontrar, nas diversas propriedades rurais
as seguintes: Roberto Deschamps - geleias; Eliane Aparecida
Petry – frango, queijo, nata, marreco; Ademar Guesser –
mouse, cachaça artesanal,
açúcar mascavo; Friwald Indústria e Comércio
– derivados de suíno e Blásio Gesser – também
derivados de suíno. Em Belchior Baixo, Laticínio
Terra Boa – derivados de leite. Em
Gasparinho, região tipicamente italiana, Maria
Helena Coradini – doces, e Elmar Batista – cachaça
artesanal. No local denominado, Lagoa, Elzira K.
Nagel – geléias e licores. Em Arraial,
Marcos Antonio Hostins – melado e açúcar mascavo. Em
Poço Grande, Frios Schimitt, disponibiliza carnes,
aves e suínos. Em Gaspar Grande, Lurdes Laide
Ferreira – defumados, lingüiça, bacon e
costelinha.
Uma visita a Gaspar vale a
pena.
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